domingo, 19 de abril de 2026

Orientações sobre o dia 20 de abril

Olá, pessoal!

Espero que todos estejam bem e aproveitando o final de semana com energia renovada. Como vocês estão? A rotina da disciplina é puxada, e queria aproveitar esse espaço para checar como cada um está se saindo — se tiverem dúvidas, dificuldades ou queiram compartilhar atualizações, fiquem à vontade nos comentários!

Aproveito também para fazer um lembrete importante:

Dediquem o dia de amanhã ao artigo científico!

Amanhã é um dia valioso para avançar — e cada hora investida agora faz toda a diferença na reta final. Lembrem que o comprovante de submissão do artigo a um periódico de alto impacto precisa ser entregue até 15 de junho de 2026.

O prazo pode parecer distante, mas encontrar o periódico certo, formatar o manuscrito conforme as normas, preparar a carta de apresentação (cover letter) e aguardar a confirmação de recebimento leva tempo. Começar agora — ou retomar onde pararam — é o melhor caminho para chegar com tranquilidade à data de entrega.

Algumas sugestões para aproveitar bem o dia de amanhã:

  • Leiam as Notas de Orientação enviadas por e-mail;
  • Para quem já começou a escrever: revise o rascunho atual e identifique as seções que ainda precisam de mais trabalho;
  • Pesquise e defina o periódico-alvo (verifique fator de impacto, escopo e instruções aos autores);
  • Avance na revisão bibliográfica e na discussão dos resultados;
  • Se já estiver em fase final, revise ortografia, normalização das referências e formatação.
  • E se nem começou ainda... mãos à obra! escrever requer tempo, dedicação...


Contem comigo para o que precisarem. Bom trabalho a todos — e não se esqueçam de comentar aqui como estão!

Um abraço,

Prof. Fernando Pimentel


domingo, 12 de abril de 2026

Estudo dirigido: articulações sobre tecnologia, inteligência e educação

Olá, pessoal, como estão? Espero que estejam aproveitando as leituras do último PBL e conseguindo avançar nas articulações teóricas que temos proposto. 

Como anunciado deste o início da disciplina, o nosso encontro desta segunda (13 de abril) está sendo compensado pelo estudo dirigido abaixo, a partir do Capítulo XV do livro Conceito de Tecnologia, de Álvaro Vieira Pinto (volume I), com algumas provocações que exigem um movimento mais autoral de vocês.

A ideia não é que não temos aula amanhã. Aproveitem o tempo que teriam em sala de aula (mais ou menos 4 horas), para realizar o estudo dirigido.

A ideia aqui não é apenas compreender o texto, mas pensar com o autor, tensioná-lo e colocá-lo em diálogo com outros referenciais que já atravessaram nossa disciplina.


Estudo Dirigido – Capítulo XV (Álvaro Vieira Pinto)

Neste capítulo, Vieira Pinto aprofunda a discussão sobre a tecnologia enquanto fenômeno histórico e social, deslocando qualquer leitura ingênua que a trate como algo neutro ou externo à vida humana. Como já vimos em outros momentos, para ele, a tecnologia é sempre expressão do trabalho humano acumulado, e, portanto, carregada de intencionalidade, de contexto e de projeto histórico.

Gostaria que vocês lessem o capítulo atentos/as a três movimentos principais:
1. Tecnologia e historicidade; percebam como o autor insiste que a tecnologia não pode ser compreendida fora das condições concretas de sua produção. Ela não é apenas ferramenta — é também síntese de relações sociais.

Pergunta para orientar a leitura: como Vieira Pinto desmonta a ideia de tecnologia como algo universal e neutro?

2. Tecnologia, consciência e ideologia: aqui, o ponto fica ainda mais interessante. A tecnologia aparece também como elemento que participa da formação da consciência, podendo tanto reproduzir quanto tensionar estruturas de dominação.

Pergunta para orientar a leitura: de que maneira a apropriação (ou não) da tecnologia interfere na constituição de uma consciência crítica?

3. A centralidade do trabalho: retomando um eixo fundamental do pensamento do autor, observem como o trabalho continua sendo a chave interpretativa para compreender a relação entre sujeito, técnica e mundo.

Pergunta para orientar a leitura: como o conceito de trabalho permite compreender a tecnologia para além de uma visão instrumental?

Diálogo com Pierre Lévy

Agora vem a parte que mais me interessa: as conexões que vocês vão construir. Ao lerem o capítulo, tentem estabelecer aproximações (ou distanciamentos) com o livro As Tecnologias da Inteligência.

Algumas pistas:
  • Lévy nos diz que as tecnologias transformam profundamente as formas de pensar, conhecer e comunicar
  • Ele propõe a ideia de uma ecologia cognitiva, em que humanos e tecnologias compõem coletivos pensantes
  • Também rejeita a ideia de técnica neutra, assim como Vieira Pinto
Questão de articulação: em que medida a noção de tecnologia como produção histórica do trabalho (Vieira Pinto) dialoga com a ideia de tecnologias como reorganizadoras da cognição (Lévy)?

Articulação com outros autores

Quero que vocês avancem um pouco mais e tragam para o texto pelo menos dois autores que já trabalhamos. Desafio: Não basta citar — é preciso articular conceitos. Onde eles convergem? Onde tensionam Vieira Pinto?

Questão específica – Capítulo XIV (aprendizagem)

Encaminhando para a conclusão do estudo agora proponho a vocês uma questão mais focal, que quero que desenvolvam com bastante cuidado:

Considerando a concepção de aprendizagem apresentada por Álvaro Vieira Pinto no Capítulo XIV (a partir da p. 601), como podemos compreender a aprendizagem não como simples aquisição de conteúdos, mas como transformação da relação do sujeito com o mundo mediada pelo trabalho e pela técnica?

Na resposta, tentem:
  • Explicitar o conceito de aprendizagem no autor
  • Relacioná-lo à ideia de transformação da realidade
  • Dialogar com Pierre Lévy, especialmente no que diz respeito às transformações cognitivas mediadas pelas tecnologias
  • Indicar implicações para a educação contemporânea
Encaminhamento final

Produzam um texto entre 2 a 3 páginas. Ele vai ser usado no seu artigo! Ou seja, já pensem na articulação com o artigo final da disciplina. 

Quero ver:
  • Capacidade de articulação teórica
  • Apropriação conceitual (sem citações soltas)
  • Um posicionamento próprio — ainda que em construção

Leiam com calma, anotem, estranhem o texto quando necessário. O esforço aqui é sair da leitura confortável e entrar numa leitura formativa, daquelas que nos deslocam.

Na próxima postagem do blog de vocês quero ler sobre as aproximações que vocês encontraram e, principalmente, sobre as divergências teóricas encontradas no desenvolvimento deste estudo dirigido.

Bom trabalho e seguimos em diálogo!

terça-feira, 7 de abril de 2026

Ressignificações: Páscoa, trajetória acadêmica e compromisso social

 


Que bom podermos reconhecer aquilo que nos une, muito mais do que aquilo que nos diferencia. Em uma turma tão especial, cada um com sua trajetória e seus credos, fomos capazes de transcender, reconhecendo que a beleza está em podermos ir juntos nesta caminhada de aprendizados, por vezes, tendo que voltar a traz.

A aula de ontem foi iniciada em um clima de pausa, reflexão e partilha. Entre mestrandos e doutorandos, abrimos espaço para pensar a Páscoa não apenas como uma data do calendário, mas como um símbolo potente de travessia e transformação.

A ideia de Páscoa nos convida a olhar para os processos, muitas vezes silenciosos, de mudança que atravessam nossas trajetórias. No contexto da pós-graduação, essas travessias se manifestam em deslocamentos teóricos, revisões de certezas, enfrentamentos de inseguranças e reconstruções constantes do próprio modo de pesquisar, escrever e existir na academia. Não se trata apenas de avançar, mas de transformar-se ao longo do caminho.

Nesse sentido, a Páscoa nos provoca a reconhecer que toda travessia implica também deixar algo para trás: concepções que já não se sustentam, práticas que precisam ser revistas, expectativas que precisam ser ajustadas. Há, portanto, um movimento de morte simbólica e renascimento, essencial para que novas compreensões possam emergir com mais consistência e sentido.

Como continuidade dessa reflexão, fica o convite:
Que “travessias” têm marcado sua trajetória no mestrado/doutorado, e o que, nelas, precisa ser ressignificado?

Obrigado a cada um, pelo dom de si mesmo em cada momento de aula, e nos momentos de aprendizados para além das aulas, nos corredores e em outros espaços...

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Problema 6 - Dispositivos digitais no ensino-aprendizagem (2ª parte)

Perguntas

1    – O que é aprendizagem móvel? Que conceitos fundamentam essa perspectiva de utilização de tecnologias móveis no ensino?

2    - Quais são os principais dispositivos digitais que podem ser utilizados na aprendizagem móvel e quais suas potencialidades no contexto educacional?

3     - De que forma o uso de tecnologias digitais pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia e das competências dos alunos? Como os dispositivos digitais podem ser utilizados de forma pedagógica para aumentar o engajamento dos alunos em sala de aula?


4 - Como assegurar a interação e a interatividade com uso dos artefatos tecnológicos gerando uma aprendizagem significativa para os estudantes, afastando-se da passividade e dos métodos tradicionais de ensino?


Bibliografia Básica

SANTOS, E.; PORTO, C. App-Education: fundamentos, contextos e práticas educativas luso-brasileiras na cibercultura. EDUFBA, Salvador, 2019.

BERNARDO, J. C. O; KARWOSKI, A. M. A leitura em dispositivos digitais móveis. ETD, Campinas, v. 19, n. 4, p. 795-807, dez. 2017 . Disponível em  <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676- 25922017000500795&lng=pt&nrm=iso>.  acessos  em    22    mar.    2026.

SANTOS, S. L.; STAHL, N. S. P; DA SILVA, M. A. G. T.; SARDINHA, L. C. Dispositivos móveis: um facilitador no processo ensino-aprendizagem. Revista Vértices, [S. l.], v. 18, n. 2, p. 121–139, 2016. Disponível                                 em: https://editoraessentia.iff.edu.br/index.php/vertices/article/view/1809-2667.v18n216- 09.. Acesso em: 22 mar. 2026.

SONEGO, A. H. S; BEHAR, P. A. M-learning: o uso de dispositivos móveis por uma geração conectada. Educação. Porto Alegre, Porto Alegre,  v.  42,  n.  3,  p.  514-524,   set.   2019  .    Disponível  em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981- 25822019000300514&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 23 mar. 2026. Epub 10-Fev- 2020.


Bibliografia Complementar

DUSI, L. L.; PEDROSA, S. M. P. A; SANTOS, S. R. M. Tecnologias digitais e aprendizagem docente:histórias em função de um saber específico. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 33, n. 74, p. 119–132, 2024.

WANG, C.; CHEN, X.; YU, T.; LIU, Y.; JING, Y. Education reform and change driven by digital technology: a bibliometric study from a global perspectiveHumanities and Social Sciences Communications, [S.l.], v. 11, 2024. DOI: 10.1057/s41599-024-02717-y.

Cada participante deverá:

  1. Gravar um vídeo (máximo de 5 minutos)
    • Responder às perguntas propostas em formato de entrevista
    • Apresentar as ideias com clareza e objetividade
  2. Publicar o vídeo no YouTube (gmail)
    • Criar uma conta, caso ainda não possua
    • Fazer o upload do vídeo
    • Definir a visibilidade como pública ou não listada
  3. Compartilhar no blog
    • Copiar o link do vídeo publicado
    • Inserir o link em uma postagem no seu blog acadêmico, comentando como foi o processo de planejamento e produção do vídeo

Requisitos

  • Duração máxima: 5 minutos
  • Formato: entrevista (respostas às perguntas propostas)
  • Prazo: até às 18h do dia 11 de abril 

Problema 6 - Dispositivos digitais no ensino-aprendizagem

Marina é professora do ensino superior há vários anos numa instituição privada e em sua prática docente, sempre realiza aulas expositivas, utilizando o quadro branco, nas quais somente ela fala e os alunos atuam como ouvintes. Com o tempo, passou a perceber que seus alunos demonstravam cada vez menos interesse em suas aulas, especialmente quando comparado ao uso frequente que fazem de celulares, tablets e outros dispositivos móveis fora da sala de aula. Embora esses recursos estejam presentes no cotidiano dos estudantes, Marina sente medo, não compreende plenamente quais são esses dispositivos digitais, como funcionam e de que forma podem ser utilizados de maneira pedagógica.

Conversando com outros professores e com a gestão, Marina descobriu que muitos professores já vêm explorando a aprendizagem móvel, utilizando dispositivos digitais para promover maior interação, colaboração e dinamismo nas aulas. No entanto, ela passa a refletir sobre a necessidade de compreender quais dispositivos podem ser utilizados, como integrá-los ao planejamento e de que maneira esses artefatos tecnológicos podem ir além do entretenimento, contribuindo efetivamente para a aprendizagem.

Diante desse cenário, Marina enfrenta o desafio de compreender melhor o universo dos dispositivos digitais e da mobilidade na educação, buscando formas de incorporá-los de maneira significativa em sua prática pedagógica. Ela precisa investigar como mediar o uso cotidiano dessas tecnologias em oportunidades de aprendizagem móvel, capazes de estimular o engajamento, a criatividade, a autonomia e o desenvolvimento de competências digitais nos alunos.



Direcionamento para a 1ª discussão em grupo:

Iniciem a discussão buscando uma leitura compartilhada do cenário:
Os dispositivos móveis estão presentes em nosso cotidiano? De que forma? E eles estão presentes nos processos educativos? Quando eles são incorporadas?

Quais os limites e as potencialidades destes dispositivos em processos de ensino?

Sobre o tema deste PBL (Dispositivos digitais no ensino-aprendizagem), o que já sei e o que eu gostaria de saber?

Lembrem de elaborar (e postar aqui como resposta ao blog) três questões que - ao ler e refletir durante a semana, conseguiremos entender melhor o problema e buscar soluções...

Problema 5 - Tecnologias Digitais no Ensino: possibilidades e limites (3ª parte)

Como vai ser nossa aula, concluindo o PBL 5?

1º - Apresentação dos vereditos (~30 min)
Cada estudante apresenta brevemente seu veredito — não a linha do tempo inteira, mas o posicionamento que construiu a partir dela. O foco é na resposta à terceira pergunta do problema: o que precisaria mudar para que as tecnologias digitais contribuíssem de fato para a aprendizagem?

2º Debate coletivo: convergências e divergências (~30 min)
Cada grupo mapeia o que os vereditos têm em comum e onde divergem. Quais mudanças apareceram com mais frequência? Quais posicionamentos surpreenderam? Quais argumentos foram mais bem sustentados nas referências? O debate não é para chegar a um consenso forçado, mas para identificar onde a evidência dos textos aponta com mais clareza.

3º Fechamento do problema (~20 min)
A turma, com a mediação das colegas que elaboraram o PBL, sintetiza as principais aprendizagens do Problema 5: o que a história das tecnologias no ensino revela? O que ficou sem resposta? O que esse percurso muda — ou deveria mudar — na forma de pensar a própria prática docente?


DESCREVER VS. ARGUMENTAR

Ao apresentar seu veredito, vá além do que os textos dizem. Diga o que você concluiu, e por quê. Um veredito fraco repete informações. Um veredito forte toma partido, sustenta com evidência e reconhece os limites do próprio argumento.

domingo, 5 de abril de 2026

Metade do caminho: e você, onde está?

Chegamos ao meio da disciplina. Este é um momento que merece pausa, não para descanso, mas para o movimento que talvez seja o mais exigente da vida acadêmica: olhar para si mesmo como aprendiz.

Já exploramos os fundamentos teóricos das tecnologias digitais no ensino, as interfaces, os dispositivos, as possibilidades e os limites. Mas o que tudo isso fez com o seu pensamento? O que você trouxe para a sala e o que você está levando dali?

Perguntas para você se provocar:
→ O que você de fato aprendeu até aqui — não apenas o que você estudou, mas o que mudou na sua forma de pensar?
→ Como você se posiciona diante da dinâmica do PBL? Você chegou preparado/a? Argumentou com base em evidências? Ou ainda resiste a sair do senso comum?
→ Mestrado e doutorado exigem mais do que ler: exigem problematizar. Você está problematizando ou apenas consumindo conteúdo?
→ Seu portfólio conta a história do seu processo — ou é só um registro burocrático? Há voz, há dúvida, há movimento intelectual nele?
→ O que ainda te falta — em leitura, em participação, em coragem intelectual — para chegar forte na segunda metade?

A tarefa: escreva no seu e-portfólio uma entrada de autoavaliação de meio de disciplina. Não precisa ser longa; precisa ser honesta. Reflita sobre sua trajetória até aqui, nomeie o que aprendeu, reconheça o que ainda está em construção e escreva o que você se compromete a fazer na segunda metade. Depois, envie o link da postagem para um dos colegas que você vai escolher para ler e analisar sua auto-avaliação (antes de começarmos a aula desta segunda-feira (06/04/2026).

Lembre: o portfólio não é um relatório de atividades. Ele é o espelho do seu crescimento como pesquisador/a. Que imagem ele está refletindo?

Orientações sobre o dia 20 de abril

Olá, pessoal! Espero que todos estejam bem e aproveitando o final de semana com energia renovada. Como vocês estão? A rotina da disciplina é...