Que bom podermos reconhecer aquilo que nos une, muito mais do que aquilo que nos diferencia. Em uma turma tão especial, cada um com sua trajetória e seus credos, fomos capazes de transcender, reconhecendo que a beleza está em podermos ir juntos nesta caminhada de aprendizados, por vezes, tendo que voltar a traz.
A aula de ontem foi iniciada em um clima de pausa, reflexão e partilha. Entre mestrandos e doutorandos, abrimos espaço para pensar a Páscoa não apenas como uma data do calendário, mas como um símbolo potente de travessia e transformação.
A ideia de Páscoa nos convida a olhar para os processos, muitas vezes silenciosos, de mudança que atravessam nossas trajetórias. No contexto da pós-graduação, essas travessias se manifestam em deslocamentos teóricos, revisões de certezas, enfrentamentos de inseguranças e reconstruções constantes do próprio modo de pesquisar, escrever e existir na academia. Não se trata apenas de avançar, mas de transformar-se ao longo do caminho.
Nesse sentido, a Páscoa nos provoca a reconhecer que toda travessia implica também deixar algo para trás: concepções que já não se sustentam, práticas que precisam ser revistas, expectativas que precisam ser ajustadas. Há, portanto, um movimento de morte simbólica e renascimento, essencial para que novas compreensões possam emergir com mais consistência e sentido.
Como continuidade dessa reflexão, fica o convite:
Que “travessias” têm marcado sua trajetória no mestrado/doutorado, e o que, nelas, precisa ser ressignificado?
Obrigado a cada um, pelo dom de si mesmo em cada momento de aula, e nos momentos de aprendizados para além das aulas, nos corredores e em outros espaços...
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