Olha só como são as coisas…
Há algumas semanas, recebi inesperadamente de Martone Moura um presente que sempre me alegra — ainda mais quando vem sem aviso: um livro.
Somente hoje, a mais de 10 mil pés de altitude, durante o voo de Maceió-AL para Rio Branco-AC, consegui abrir espaço na mente e no tempo para a leitura. E, dentro da surpresa inicial, encontrei outra (sim, a redundância é intencional): logo no primeiro capítulo, o autor defende exatamente uma ideia que venho trabalhando com a turma desde o primeiro dia de disciplina.
Não sei se Martone já conhecia esse capítulo, se leu o livro e pensou em mim por causa disso (descobrirei em breve). Mas o fato é que ler um autor até então desconhecido para mim, sustentando princípios que também compartilho, fez-me perceber que as reflexões que venho construindo — fruto de tantas leituras e práticas no campo das tecnologias digitais e da educação — não estão soltas no mundo. Não são delírios isolados.
Talvez Rui Fava também tenha se aprofundado em Álvaro Vieira Pinto, como eu. Talvez não.
O fato é que o livro me tem provocado boas reflexões e algumas desconstruções. Normal. Fava discute IAG e aprendizagem, uma temática em que venho mergulhando cada vez mais, seja como pesquisador, seja como formador de professores.
Em breve, compartilharei no blog minhas impressões completas. Por ora, sem spoiler, já deixo a recomendação: é uma leitura leve, contextualizada e instigante. Nada de canto de sereia (pelo menos até agora…).
Assim como ganhar um bom vinho, receber um livro movimenta e alegra a vida deste professor. Obrigado, Martone.
Referência:
FAVA, Rui. IA generativa na aprendizagem: a quinta revolução cognitiva e seu impacto na educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2025.
A PROPOSTA DO ESCAMBO
ResponderExcluirAconteceu assim... (hehehe)
Depois da primeira aula, caiu a ficha de que eu precisava rever muita coisa sobre tecnologia e várias terminologias que utilizava sem pensar muito. No primeiro PBL, lendo Vieira Pinto (2008) e Pimentel (2017), e depois da conversa com Rute na sala do PGGE sobre o problema do PBL1, percebi que me faltavam referenciais para entender melhor o que é tecnologia, definições dessas terminologias e como tudo isso se relaciona com a cultura digital e com a escola. Foi daí que surgiu a ideia: preciso ficar com esse livro que peguei emprestado!
E então pensei: vou propor um escambo para conseguir esse livro. Mas o que eu poderia oferecer em troca? (rsrsrs)
Foi quando lembrei de um outro livro que eu tinha começado a ler e não terminei, porque na época (2025) não fez tanto sentido para mim. Só que, após esses primeiros momentos de aula, percebi que ele dialogava com certas proposições discutidas pelo professor. Decidi, então, que seria com ele que eu faria o escambo. E tinha certeza de que o professor estaria, naquele momento, em condições muito melhores do que eu para conversar com o autor.
Agora que estamos quase no fim da disciplina, sinto que esse é um momento especial para refletir e agradecer.
Agradeço à turma e ao professor por todo o acolhimento, pela humanidade e pela humildade comigo. Esse posicionamento de vocês me fez amadurecer muito como pessoa e pesquisador.
Gratidão!
OBS: ainda não terminou! rsrsrs
Fiz como a Rute, comprei o livro..kkkk. Com certeza vai somar no meu projeto de tese. Obrigado pelo relato.
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